O mercado pecuário abriu a semana sem mudanças nas cotações, informa a Scot Consultoria. Vendedores e compradores estavam negociando o mínimo para manter o mercado ativo, sem excesso.
Nesta segunda-feira (17/8), 32 das 33 regiões monitoradas pela Scot não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Apenas em Goiânia (GO) foi registrada alta no valor.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação seguiu em R$ 350 a arroba para o pagamento em 30 dias. Os preços do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram.
A consultoria Agrifatto destaca que, mesmo com a pressão baixista dos frigoríficos sobre a arroba, o mercado físico do boi gordo se mantém firme, com cotações estáveis. O ritmo de negócios segue moderado, enquanto a oferta restrita de animais terminados preserva o poder de negociação do pecuarista.
Na ponta compradora, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldade para alongar as escalas de abate, que permanecem curtas. Esse cenário sustenta a arroba mesmo diante do menor consumo doméstico na aproximação da segunda quinzena. A oferta enxuta e a dificuldade da indústria em ampliar as programações reduzem o espaço para quedas e seguem como principais fundamentos de sustentação do mercado.
Na última semana, a redução das vendas de carne bovina no varejo se refletiu no atacado, que recebeu menos pedidos de reposição de estoque. Com isso, a cotação de todas as carcaças casadas caiu. Segundo a Scot, é esperado que esse quadro permaneça nos próximos dias.
Poder de compra
Em São Paulo, o poder de compra de milho do pecuarista tem crescido em agosto, destaca a Scot. A saca de 60 quilos de milho, em Campinas (SP), esteve cotada, em média, a R$ 65,48 até 12 de agosto, sem frete, alta de 0,9% em relação à média de julho. Na comparação com agosto de 2025, quando a saca estava em R$63,97, o aumento é de 2,4%.
No mesmo período, a arroba do boi gordo em São Paulo esteve cotada, em média, a R$ 343,93, a prazo e livre de impostos, alta de 3,9% ante a média de julho. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a arroba estava em R$ 302,55, alta de 13,7%.
“Na comparação mês a mês, a valorização da arroba do boi gordo foi mais intensa do que a da saca de milho, melhorou a relação de troca para o pecuarista”, comenta a Scot.
Em São Paulo, uma arroba de boi gordo compra, até o momento, 5,3 sacas de milho, melhora de 2,9% no poder de compra em relação a julho. É o segundo melhor patamar da série de 13 meses e está acima da média do período, de 4,9 sacas.
Na comparação ano a ano, a relação de troca está 11,1% mais favorável. Em agosto de 2025, uma arroba de boi gordo comprava 4,7 sacas.
Mercado externo
De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos dez primeiros dias úteis de agosto, já foram exportadas 94,419 mil toneladas de carne bovina in natura, o que corresponde a uma média diária de embarques de 9,442 mil toneladas. O preço médio pago por tonelada ficou em US$ 6.139,50.






