A egressa do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Isis Melo Ferreira, venceu o 10º Prêmio Rosa Kliass – Concurso Universitário Nacional, promovido pela Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (Abap). O reconhecimento foi conquistado com o projeto “Cidade e Água: o papel das Áreas de Preservação Permanente na resiliência hídrica em Imperatriz”, desenvolvido sob orientação da professora Sarah Afonso Rodovalho, do curso de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente (PPGCiamb).
Promovido anualmente pela Abap, o prêmio valoriza trabalhos universitários na área de Arquitetura da Paisagem. O projeto de Isis aborda o papel das Áreas de Preservação Permanente (APPs) na resiliência hídrica de Imperatriz (MA), tema relacionado a desafios atuais de planejamento urbano e ambiental.
Para Isis, a formação na UFT foi fundamental para a construção do trabalho. Durante a graduação, ela participou do Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo (Cacau), do Grupo de Estudos em Desenvolvimento Urbano e Regional (Gedur), de congressos e outras atividades que contribuíram para sua trajetória acadêmica.
“O curso de arquitetura da UFT no geral é um curso que te incentiva a produzir e se dedicar. Ter uma boa relação com alguns professores, inclusive minha orientadora, foi também um pedaço dessa história”, conta.
A egressa afirma que recebeu a premiação com surpresa e que o reconhecimento a incentiva a continuar desenvolvendo o projeto. “É uma gratidão enorme. Não esperava ganhar, e quando ganhei não acreditei”, conclui Isis.
Entre as experiências que contribuíram para a trajetória de Isis, a parceria com a orientadora também teve papel importante. Sarah acompanhou o desenvolvimento do projeto e destaca a conquista como resultado da dedicação da estudante, da qualidade da formação oferecida pela Universidade e a relevância da produção acadêmica desenvolvida na região.
“Ter uma egressa da UFT vencendo esse concurso mostra que estamos formando profissionais com alto rigor técnico, visão crítica e sensibilidade ambiental, capazes de se destacar no nível nacional”, afirma.
Para a orientadora, premiações como o Rosa Kliass também ajudam a levar pesquisas universitárias para além dos muros da instituição, assim como o prêmio pode estimular estudantes a continuar na pesquisa, buscar publicações científicas e ingressar na pós-graduação, especialmente em temas como resiliência climática, infraestrutura verde e relações entre cidade e natureza. “Para os estudantes, é um incentivo poderoso saber que o esforço e a dedicação à pesquisa são reconhecidos”, aponta a orientadora.
Portanto, a conquista reforça a importância da integração entre ensino, pesquisa e extensão na formação acadêmica e evidencia o potencial da produção desenvolvida na universidade para contribuir com debates sobre planejamento urbano, meio ambiente e resiliência hídrica.







