O governo brasileiro decidiu não enviar o embaixador Julio Bitelli de volta para a Argentina após ataques do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e autoridades brasileiras. A relação diplomática com o país será rebaixada. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.
A decisão foi comunicada ao representante argentino através de uma nota de protesto. O embaixador chegou a ser convocado na última semana para prestar esclarecimentos sobre os insultos.
Com o rebaixamento, a relação volta a ser classificada como de encarregados de negócios. Raimondi permanece no país enquanto os insultos de Milei continuarem.
Crise diplomática
Durante a convenção do PL, em São Paulo, Milei afirmou que apenas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência da República, “pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros”.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
O presidente argentino também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o Brasil caminha para uma crise da dívida e incentivou apoiadores a entoarem o coro de “Lula ladrão”.
Após o discurso, Milei compartilhou em suas redes sociais publicações que voltavam a atacar Lula, chamando o presidente brasileiro de “ex-presidiário”.
Em resposta, o governo brasileiro convocou o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos e chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas.
Em nota, o Itamaraty afirmou que “não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas e ao povo brasileiro.
Nessa segunda-feira (3/7), Milei voltou a atacar Lula e o chamou de “ladrão” e “corrupto”, em entrevista ao La Nación. O argentino disse que o petista “não é inocente” da Lava Jato e que saiu por “falha processual”, Milei alegou, sem provas, que o governo brasileiro financiou campanha digital contra a Argentina.






