O PSB oficializou, nesta quarta-feira (29/7), a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa que disputará a reeleição ao Palácio do Planalto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A convenção nacional do partido ocorreu em Brasília e contou com a participação de lideranças da sigla e aliados.
A convenção também formalizou a coligação do partido com a federação formada por PT-PV-PCdoB nas eleições deste ano.
O vice-presidente abriu o discurso fazendo referência ao slogan “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, adotado por Jair Bolsonaro (PL) e aliados. Ele afirmou que o ex-presidente fez “tudo ao contrário” do que prega o bordão.
“Pátria é união, não é entreguismo, não é você trabalhar lá fora contra o interesse do nosso país. Contra o emprego, contra as empresas, de maneira servil”, disse.
“Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia. Não é possível falar em liberdade utilizando o aparato do estado para impedir as pessoas de votarem”, completou o vice-presidente, em referência aos bloqueios em estradas durante as eleições de 2022.
Lula, por sua vez, exaltou a lealdade do vice e brincou: “Com Alckmin, a gente nunca vai pensar de que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte de manhã”.
O presidente também afirmou que a chapa vai “matar as eleições no primeiro turno”.
Convenção
Além do chefe do Planalto, participaram do evento o presidente nacional do PSB, João Campos (PSB-PE), a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que discursou pela ala feminina, e o ex-presidente da sigla Carlos Siqueira.
Em discurso, Tabata exaltou a aliança entre Alckmin e Lula e afirmou que os líderes “não são o passado da política brasileira, são mestres do futuro que queremos construir”. Ela também chamou atenção para a importância das eleições ao Congresso Nacional e alertou sobre os ataques à soberania brasileira.
“Esta não será apenas uma eleição para escolher um presidente, será uma chance de eleger uma maioria comprometida com a nossa soberania”, ressaltou.
Também estiveram presentes nomes do grupo político de João Campos, como a pré-candidata ao Senado por Pernambuco Marília Arraes (PDT), o senador Humberto Costa (PT-PE) e o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT).
A convenção foi marcada pela presença de representantes do governo Lula. Entre eles, os ministros José Múcio (Defesa), Márcio Elias Rosa (MDIC), Frederico Siqueira (Comunicações), Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), José Guimarães (Relações Institucionais) e Leonardo Barchini (Educação), além de ex-auxiliares de Lula que serão candidatos, como Simone Tebet (PSB-SP) e Márcio França (PSB-SP).







