O mercado pecuário voltou a se deparar com altas nas cotações em grande parte do país nesta quinta-feira (23/7). Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 24 registraram altas no preço do boi gordo na comparação diária. Apenas nove praças tiveram estabilidade nos valores.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo e do “boi China” subiu R$ 4, para R$ 342 a arroba. Já as cotações da vaca e da novilha aumentaram R$ 3, para R$ 315 e R$ 328 a arroba, respectivamente.
Segundo a Safras, os frigoríficos ainda encontram dificuldade na composição de suas escalas de abate, que ainda atendem entre quatro e sete dias úteis na média nacional. Durante a semana houve mais notícias de férias coletivas em unidades de diferentes Estados.
Durante a quinta-feira, o mercado futuro também repercutiu a provável tarifação de 12,5% que deve ser imposta pelos Estados Unidos a diversos países, o que deve incluir a carne bovina nesse pacote. As questões envolvendo o esgotamento precoce das cotas de exportação que foram disponibilizadas ao Brasil também estão sendo acompanhadas pelos agentes do setor.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que diferença de preços entre a arroba do boi gordo negociada no Estado de São Paulo e o valor da carcaça casada no atacado paulista seguem mostrando vantagem para a carne com osso em julho. Até quarta-feira (22/7), o indicador Cepea/Esalq do boi gordo mostrava a cotação média de R$ 330,98 a arroba. Já a carcaça casada esteve, em média, a R$ 354,38 a arroba – uma vantagem de de R$ 23,40 para a carne.
A Safras destaca que o mercado atacadista se depara com recuperação dos preços. Em meio à escalada dos preços do boi gordo, a indústria tenta reajustar os valores da carne para manter as margens operacionais da atividade. “A demanda doméstica apresenta evidentes limitações para absorver altas ainda mais expressivas da carne bovina, ainda mais em um ambiente de preços altamente competitivos das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango”, afirma Fernando Iglesias, analista da Safra.






