Os preços do milho apresentam comportamentos distintos entre as praças de comercialização, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os valores subiram em algumas regiões, influenciados pela retração de alguns vendedores e pelo início ainda lento da colheita da segunda safra, enquanto recuaram nas áreas produtoras, com o avanço das atividades de campo.
Na sexta-feira (17/7), o indicador do Cepea, baseado na região de Campinas (SP), registrou a cotação de R$ 64,94 a saca de 60 quilos, uma alta de 2,14% no acumulado de julho.
Das 39 regiões regiões monitoradas pela consultoria AgRural, 19 apresentaram estabilidade nas cotações na comparação semanal. Outras 14 tiveram altas, enquanto seis sofreram quedas nos preços. A maior variação positiva foi registrada em Campos Novos (SC), um aumento de 3,1% no período. Já as quedas mais fortes (-2%) ocorreram em Chapadão do Sul (MS) e Costa Rica (MS).
Pesquisadores do Cepea destacam que, de modo geral, parte dos consumidores segue atenta às oportunidades de negócios, enquanto outros estiveram mais ativos no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques confortáveis. Esses compradores, contudo, ainda esperam um aumento da disponibilidade do cereal nas próximas semanas e a consequente queda nos preços domésticos.
Já vendedores paulistas, por sua vez, estão retraídos, aguardando o avanço da colheita para negociar volumes maiores.







