O mercado pecuário começou o mês de julho pressionado, informa a Scot Consultoria. Enquanto a disponibilidade de carne bovina aumentou no mercado interno, o escoamento ainda apresenta ritmo lento, reduzindo os negócios. Além disso, os pecuaristas demonstram resistência em negociar nos patamares atuais de referência.
Nesta quarta-feira (1/7), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 15 registraram quedas no preço do boi gordo, e outras 15 não tiveram alterações nas cotações. Houve altas de valores apenas em Goiânia (GO), Pelotas (RS) e no oeste da Bahia.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o boi gordo recuou R$ 2 na comparação diária, para R$ 335 a arroba no pagamento a prazo. O “boi China” também sofreu queda de R$ 2, para R$ 340 a arroba. As cotações da vaca e da novilha não tiveram alterações.
Segundo a consultoria Safras & Mercado, o boi gordo deve seguir sofrendo pressão de queda no decorrer da semana. Os frigoríficos continuam avaliando as consequências do esgotamento precoce das cotas chinesas de importação de carne bovina, e se adequam a uma nova realidade de demanda, em que o grande importador brasileiro estará ausente de maneira parcial e temporária. Novos anúncios de férias coletivas foram realizados pelas indústrias, como em duas unidades da JBS em Mato Grosso.
As vendas no varejo apresentaram comportamento misto no início da semana, resultando em desempenho considerado razoável, afirma a consultoria Agrifatto. Para a primeira quinzena de julho, a expectativa é de fortalecimento da demanda, impulsionada pelo pagamento de salários e benefícios.
No atacado com osso, segundo a Agrifatto, problemas logísticos limitaram as negociações. A expectativa é de normalização das entregas e aumento gradual da reposição de estoques pelo varejo, apesar de ainda haver devoluções e recusas pontuais de cargas por questões de qualidade.







