A maioria das hortaliças acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentaram alta de preços em maio, segundo dados do Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta terça-feira (23/6), que acompanha a oferta e demanda das principais Ceasas do país, com destaque para a batata, que teve alta de 57%. Entre as frutas, o movimento é misto, motivado pelos diferentes momentos de oferta dos produtos.
O movimento de alta no preço da batata vem sendo observado desde fevereiro. A finalização da safra das águas, com a ainda incipiente oferta da safra da seca/inverno configuram esse cenário de queda de oferta e aumento expressivos de preço.
O tomate também teve alta expressiva nas Ceasas analisadas pela Conab, de 19,85%. O volume ofertado em maio deste ano caracteriza-se como o menor dos últimos anos, inclusive inferior ao registrado em 2024, período em que problemas climáticos afetaram a produção e contribuíram para a elevação expressiva dos preços.
Pelo terceiro mês consecutivo, os preços da cebola apresentaram alta, de 12,53% em maio. A comercialização total nas dez Ceasas analisadas teve variação negativa de 2%, em relação à registrada em abril.
Já a cenoura apresentou leve retração nos preços, de 0,63%. Ainda assim, depois de dois aumentos significativos, em abril 48,58% e em março 59,16%, os preços continuam em níveis bastante elevados.
O alface teve a maior baixa entre as hortaliças, de 1,94%. A desvalorização está associada com a menor demanda pela folhosa, comportamento típico para os meses frios do ano.
Frutas
Entre as frutas, o mamão teve a maior valorização no mês de maio, alta de 7,49%. A elevação geral de preços pode ser explicada pela queda da oferta do mamão formosa nas principais regiões produtoras.
Em seguida, a melancia teve alta de 3,37%, causado pelo aumento da comercialização de minimelancias no Rio de Janeiro, bem mais caras que as melancias maiores.
O mercado de laranja, em maio, apresentou quedas de preços na maioria das Ceasas, embora a média ponderada tenha aumentado 1,42% por causa do peso das elevações no Rio de Janeiro e Paraná.
Já a banana registrou queda, segundo a Conab, de 4,89% nos preços. O movimento de queda de preços está associado ao aumento da oferta da banana nanica na primeira metade de maio.
A maçã teve a maior baixa entre as frutas, com queda média de 5,53%. A demanda menor ajudou a pressionar os preços no mercado nacional.







