O mercado físico do boi gordo apresentou estabilidade na maior parte do país nesta terça-feira (2/6), mas algumas regiões registraram preços mais altos. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere novos reajustes no curtíssimo prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate em um momento de boa demanda.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 22 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas em Belo Horizonte (MG), oeste da Bahia, oeste do Maranhão, Marabá (PA), Redenção (PA), Paragominas (PA), sudeste de Rondônia e Roraima. Quedas nas cotações ocorreram apenas no oeste do Rio Grande do Sul, norte do Tocantins e no Espírito Santo.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação do boi gordo permaneceu em R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. O preço do “boi China – R$ 352 a arroba – também não mudou. Já as cotações da arroba da vaca e da novilha subiram R$ 2, para R$ 320 e R$ R$ 332, respectivamente.
Segundo a Scot, no mercado paulista, a oferta de bovinos atendia à demanda dos frigoríficos, mas não apresentava excedentes nem força suficiente para exercer pressão na cotação. A demanda estava firme, tanto para atender ao mercado interno quanto ao externo. Nesse cenário, os compradores não encontravam espaço para negociar abaixo da referência vigente.
Fernando Iglesias, analista da Safras, destaca que o mercado segue atento à demanda da China, com a expectativa de anúncio por parte do governo chinês indicando que 80% da cota brasileira de carne bovina para exportação com tarifa reduzida foi preenchida. “Em relação aos Estados Unidos, mesmo que sejam aplicadas tarifas adicionais de 25% para a maior parte dos produtos brasileiros o cenário mais provável é que a carne bovina seja mais uma vez isenta, considerando as dificuldades em torno do rebanho de bovinos e na redução dos abates”, afirma o especialista.
Já o mercado atacadista ainda se depara com acomodação em seus preços, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês, afirma a Safras. Para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento em questão como catalisados.







