O Ministério das Relações Exteriores (MRE) convocou, nesta quinta-feira (21/5), a atual chefe da embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamni, para prestar esclarecimentos sobre um polêmico vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir.
Nas imagens, integrantes da Flotilha Global Sumud, que tentou novamente entrar com ajuda humanitária na Faixa de Gaza, aparecem recebendo tratamento humilhante após serem detidos.
A representante israelense foi recebida no Itamaraty por diplomatas do departamento de Ásia e Oriente Médio.
Antes da convocação de Rasha Athanmi, o Itamaraty já havia se manifestado sobre o caso. Em nota, a diplomacia brasileira classificou como “degradante e humilhante” o tratamento dado aos ativistas por autoridades de Israel.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores repudiou a interceptação em águas internacionais e a detenção dos membros da missão.
Rasha Athamni é encarregada de negócios e comanda a embaixada israelense em Brasília desde outubro do último ano. Ela assumiu o posto após a diplomacia brasileira não responder a solicitação de Tel Aviv sobre a indicação do embaixador Gali Dagan, em meio à crise diplomática entre Brasil e Israel.
Em abril, a diplomata israelense já havia sido convocada pelo Itamaraty para prestar esclarecimentos sobre a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila. Ele ficou preso em Israel por mais de dez dias, após autoridades israelenses interceptarem a missão humanitária da qual participava.
Quatro brasileiros entre os detidos
No Telegram, o ministro Ben Gvir, considerado um dos membros mais radicais do governo israelense, publicou o registro em que ativistas aparecem com as mãos amarradas nas costas e ajoelhados, enquanto o hino de Israel toca ao fundo.
Ao todo, a nova missão humanitária rumo ao território palestino contava com 439 membros, de aproximadamente 40 países. A flotilha saiu da Turquia na última semana. Entre os detidos, estavam quatro brasileiros.







