A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disse hoje em seu segundo 2º Levantamento da Safra de Café 2026 que as exportações brasileiras de café devem se recuperar no segundo semestre com a perspectiva de maior produção nacional. No primeiro quadrimestre, os embarques ao exterior foram 22,5% menores do que em igual período do ano passado, somando 11,5 milhões de sacas de 60 quilos de café.
A redução, de acordo com a Conab, reflete o quadro de baixos estoques internos. A produção limitada nos anos anteriores, combinada a uma demanda exportadora aquecida, influenciou a redução das reservas domésticas do produto.
A estatal lembrou que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) espera uma alta de 2% na produção mundial de café no ciclo 2025/26, prevista em 178,8 milhões de sacas de 60 quilos.
Apesar do aumento na produção, não são esperadas reduções expressivas nas cotações em razão do baixo patamar do estoque remanescente do ciclo anterior e também pela expectativa de crescimento de 1,3% na demanda mundial pelo grão, prevista em 173,9 milhões de sacas.
Estados
A Conab divulgou estimativa de que o Brasil produzirá 66,7 milhões de sacas de café em 2026, 18% mais que em 2025.
Em Minas Gerais, principal produtor do país e Estado que registra a maior área destinada para o arábica, a produção é estimada em 33,4 milhões de sacas, somadas as duas espécies, o que representa um aumento de 29,8% em comparação ao volume total produzido na safra anterior.
O bom resultado é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva aliada à melhor distribuição das chuvas, principalmente, nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março.
No Espírito Santo, segundo maior produtor do grão, a estimativa é de alta de 3% na produção, podendo chegar a 18 milhões de sacas. A perspectiva se deve ao ciclo de alta bienalidade nas lavouras da espécie arábica, que apresentam um crescimento de 27,9% na produtividade, com a produção prevista em 4,4 milhões de sacas.
Já as lavouras de conilon, devem registrar uma colheita de 13,6 milhões de sacas, 4,2% menos que no ano anterior.
Na Bahia, a regularidade climática, o maior investimento dos produtores em manejo e a entrada de novas áreas em produção se refletem em um crescimento na safra de 5,9%, com expectativa de uma colheita total de 4,7 milhões de sacas, sendo 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,5 milhões de sacas de conilon.
Já em São Paulo, onde o cultivo é exclusivo de arábica, é esperado um aumento de 24,6% na produção, estimada em 5,9 milhões de sacas.







