A taxa de desocupação subiu para 6,1% nos três primeiros meses do ano, crescendo 1% frente ao trimestre passado, encerrado em dezembro, quando atingiu 5,1%.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30/4) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).
No entanto, apesar do crescimento na comparação trimestral, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março, em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Segundo o IBGE, a população desocupada chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% no trimestre, ou mais 1,1 milhão de pessoas em busca de uma ocupação. Na comparação anual, entretanto, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13,0%, cerca de menos 980 mil pessoas.
A PNAD mostra também que o total de trabalhadores do país recuou 1%, ou 1 milhão a menos de trabalhadores, no último trimestre, marcando 102 milhões de pessoas empregadas. O número é 1,5% maior que o contingente registrado no mesmo trimestre de 2025.
Setores
O instituto aponta que em comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025, não houve aumento no número de pessoas ocupadas em nenhum dos dez grupamentos de atividade analisados, no entanto, em três deles ocorreram reduções:
- Comércio, com redução de 1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas;
- Administração pública, com redução de 2,3%, ou menos 439 mil pessoas;
- Serviços domésticos, com redução de 2,6%, ou menos 148 mil pessoas.
Juntos, esses três grupamentos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, ainda na comparação trimestral, avalia o IBGE.
Apesar desses recuos, dois grupamentos mostraram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado:
- Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, com ganho de 3,2%, ou mais 406 mil pessoas;
- Administração pública, com ganho de 4,8%, ou mais 860 mil pessoas.







