O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reúne na manhã desta terça-feira (7/4) com ministros para discutir possíveis medidas para reduzir o endividamento e a inadimplência das famílias.
O encontro tinha na agenda os comandantes das pastas Casa Civil (Miriam Belchior), Trabalho e Emprego (Luiz Marinho), Gestão, Inovação e Serviços Públicos (Ester Dweck), Planejamento e Orçamento (Bruno Moretti), além do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.
Também participou do encontro o titular da Fazenda, Dario Durigan, incumbido de encontrar uma solução para os níveis recordes de endividamento das famílias brasileiras.
Desde o fim de março, a questão do endividamento se tornou mais frequente nos discursos de Lula. Em 24 de março deste ano, o presidente disse ter discutido internamente a questão.
“Há uma contradição na economia, que é o seguinte: o desemprego é o menor da história, o crescimento da massa salarial é o maior da história, o desemprego é o menor da história, mas há percepção na sociedade de que as coisas não estão bem, de que a sociedade está endividada. Estou querendo descobrir essas dívidas das pessoas”, disse Lula na abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, em Brasília (DF).
Pesquisa
O percentual de endividamento das famílias chegou a 80,4% em março deste ano, de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta terça. O número representa o maior índice da série histórica. O recorde anterior pertencia ao mês passado, quando bateu 80,2%.
Ainda conforme a pesquisa, a inadimplência das famílias ficou estável de fevereiro para março, ou seja, marcou 29,6%. A taxa é a maior desde novembro do ano passado (30%).
A pesquisa da CNC revela a percepção das famílias quanto à inadimplência, diferentemente de outros levantamentos que apuram o não pagamento de dívidas em instituições financeiras, verificando a proporção de contas em atraso.
A pesquisa divulgada nesta terça também revelou que 12,3% dos entrevistados afirmaram não ter condições de pagar as dívidas. O resultado representa uma retração em relação a fevereiro, quando o percentual apurado foi de 12,6.




