O preço do café subiu na bolsa de Nova York, pautado pelo cenário macroeconômico. Nesta segunda-feira (6/4), os contratos do arábica com entrega para maio subiram 0,90%, a US$ 2,9805 a libra-peso.
De acordo com análise da Barchart, os futuros fecharam com preços em alta, impulsionados pela valorização do real. A moeda brasileira atingiu sua maior cotação em 3,5 semanas, cenário que tende a desestimular as exportações do país, que é o menor fornecedor global.
Dentro do contexto de oferta, a Barchart lembra que os ganhos no mercado do café são limitados, uma vez que permanece o sentimento de uma produção maior no mundo.
A StoneX disse hoje que o excedente global de café em 2026 aumentará para 10 milhões de sacas, em comparação com as 1,8 milhão de sacas em 2025. Se confirmado, esse será o maior excedente em seis anos.
Açúcar
No mercado do açúcar em Nova York, os contratos para maio fecharam em baixa de 0,20%, a 14,97 centavos de dólar a libra-peso.
Em nota, Renato Cunha, presidente executivo da NovaBio, disse que os preços estão sendo fortemente influenciados pela agenda geopolítica, e estão em queda mesmo com indcação de déficit no balanço global.
“[…] ainda assim, [os preços] apresentaram tendência baixista mais exagerada, fator que se associou aos reflexos do tarifaço Trump, que impactou os embarques brasileiros de açúcar para os EUA”, disse.
Suco de laranja
O suco de laranja fechou a sessão com preços em alta. Os contratos com entrega para maio avançaram 0,63%, cotados a US$ 2,0065 a libra-peso.
Algodão
O algodão também fechou a sessão valorizado. Os contratos para maio subiram 1,06%, cotados a 71,67 centavos de dólar por libra-peso.
Por fim, nos negócios do cacau em Nova York, os lotes para maio recuaram 0,31%, para US$ 3.235 a tonelada.






