O aumento das tensões no Oriente Médio voltou a provocar forte reação no mercado internacional de petróleo e já começa a impactar o setor de combustíveis. A região concentra alguns dos principais países produtores do mundo e abriga rotas estratégicas para o transporte de petróleo, o que faz com que qualquer instabilidade geopolítica tenha reflexos imediatos nas cotações do barril.
Esse movimento já começa a chegar também ao Brasil e aos estados, como o Tocantins, principalmente por meio dos preços praticados por refinarias e distribuidoras.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO), Wilber Silvano de Sousa Filho, o mercado já registra uma movimentação mais forte, especialmente no diesel.
“O petróleo é uma commodity global. Quando há conflitos ou aumento de tensões em uma região estratégica como o Oriente Médio, o mercado internacional reage rapidamente. Isso pressiona o preço do barril e, naturalmente, esse movimento começa a refletir também no Brasil”, pontua.
Segundo o presidente, nos últimos dias as distribuidoras já passaram a aplicar reajustes mais expressivos no diesel nas entregas para os postos.
“O diesel normalmente sente primeiro esse tipo de impacto porque é um mercado muito competitivo e com margens mais estreitas. Por isso, as variações acabam aparecendo primeiro nesse combustível e de forma mais rápida.”
Wilber destaca que o diesel tem papel fundamental na economia brasileira, já que é o principal combustível utilizado no transporte de cargas.
“O diesel movimenta praticamente toda a logística do país. Quando há aumento nesse combustível, o impacto tende a se espalhar por toda a cadeia econômica, afetando o transporte de alimentos, insumos e produtos industriais.”
No caso da gasolina, o setor ainda acompanha o comportamento do mercado, mas até o momento o impacto percebido é menor.
“A gasolina também pode sofrer influência dessas oscilações internacionais, mas normalmente esse movimento acontece de forma mais gradual”, afirma.
Segundo o presidente do Sindiposto-TO, o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá da evolução do cenário internacional e das reações do mercado global de energia.
“Se a tensão continuar aumentando ou houver qualquer risco para a produção ou para as rotas de transporte de petróleo na região, é natural que o mercado internacional continue reagindo. O setor acompanha esse cenário diariamente”.
Wilber lembra ainda que, no Brasil, o preço final dos combustíveis depende de diversos fatores.
“O valor que chega ao consumidor é resultado de toda a cadeia de custos que envolve o preço internacional do petróleo, importação, logística, impostos e decisões comerciais de refinarias e distribuidoras. O posto é a etapa final desse processo”, conclui.





