O dólar opera em alta nesta quinta-feira (5), com avanço de 0,66% por volta das 10h30, sendo negociado a R$ 5,2519. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,58%, aos 184.464 pontos.
▶️ No Brasil, a agenda traz a divulgação da taxa de desemprego referente a janeiro. A expectativa do mercado é de que o indicador fique em torno de 5,4%.
▶️ Também nesta quinta-feira, o governo brasileiro publica o resultado da balança comercial de fevereiro, que entra no radar dos investidores ao lado dos dados do mercado de trabalho.
▶️ Nos Estados Unidos, a agenda inclui a divulgação semanal dos pedidos de auxílio-desemprego. A expectativa é de queda para cerca de 215 mil solicitações na última semana.
▶️ Ainda no cenário americano, o Federal Reserve informou na quarta-feira (4) que a atividade econômica cresceu ligeiramente nas últimas semanas, enquanto os preços continuaram subindo e o nível de emprego permaneceu estável. O relatório surpreendeu o mercado pela trajetória da inflação.
- O documento foi divulgado a cerca de duas semanas da próxima reunião de política monetária do Fed, o que mantém os investidores atentos aos sinais sobre os rumos da economia americana.
▶️ No mercado de commodities, o petróleo voltou a subir. O movimento ocorre mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer garantir o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e diante de notícias de que o Irã buscaria um acordo para encerrar o conflito.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +1,63%;
- Acumulado do mês: +1,63%;
- Acumulado do ano: -4,94%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -1,81%;
- Acumulado do mês: -1,81%;
- Acumulado do ano: +15,04%.
De olho no Oriente Médio
Apesar de o pregão desta quarta-feira (4) ser marcado por um movimento de correção nos principais mercados acionários, cambiais e de commodities, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Irã, em busca de sinais sobre a duração do conflito.
As tensões continuaram altas nesta quarta, após os EUA assumirem o ataque a um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka.
O ataque aconteceu no momento em que o presidente americano, Donald Trump, prometeu fornecer segurança e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, na véspera.
Pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic.
Apesar das preocupações com o transporte de petróleo pelo Estreito, os preços da commodity caíam nesta quarta-feira (4), em ajuste após as fortes altas dos últimos dias. Perto das 16h45, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, tinha leve alta de 0,02%, cotado a US$ 81,40.
Mercados globais
O movimento de ajuste também era visto em Wall Street, onde os principais índices americanos registravam alta nesta quarta-feira, ainda atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Perto das 17h, o Dow Jones subia 0,64%, o S&P 500, tinha alta de 0,98% e o Nasdaq Composite avançava 1,55%.
Na Europa, as bolsas da região também mostravam recuperação e fecharam em alta, após terem atingido níveis mais baixos no dia anterior, ainda sob a influência das tensões no Oriente Médio.
O índice europeu Stoxx 600 avançava 1,37%. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt subiu 1,79%; o FTSE 100 de Londres avançou 0,80%; e o CAC 40 de Paris avançou 0,79%.
O movimento de queda também foi visto na Ásia. As bolsas da China e de Hong Kong encerraram o pregão em baixa, puxadas por empresas do setor de petróleo e transporte marítimo.
No fechamento: o SSEC de Xangai caiu 1%; o CSI300, 1,1%; e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 2%, chegando ao menor nível em seis meses.
Outros mercados também tiveram baixas: em Xangai, o SSEC fechou em –0,98%, a 4.082 pontos; em Tóquio, o Nikkei caiu 3,61%, a 54.245 pontos; em Seul, o KOSPI desvalorizou 12,06%, a 5.093 pontos; e em Taiwan, o TAIEX caiu 4,35%, para 32.828 pontos.






