O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou contra a internação de forma provisória do adolescente envolvido no estupro coletivo de uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio. Ele é ex-namorado da vítima.
O MPRJ comunicou que a decisão ocorreu diante de uma denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro, do Núcleo Rio de Janeiro, à Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA).
A denúncia do MPRJ apresentou a identificação do adolescente envolvido no estupro coletivo e pediu a internação provisória, pois se trata de um menor de 18 anos.
Na manifestação, enviada nessa segunda-feira (2/3), o promotor solicitou que a Justiça negue a internação provisória do adolescente, indicando que ele deve permanecer solto, enquanto o caso é analisado pelo juiz titular da vara.
O promotor acrescentou que o garoto pode ser submetido a medidas cautelares, conforme o desenrolar da investigação.
“Em relação ao adolescente investigado por participação nos fatos, o MP representou para que ele responda por ato infracional análogo ao crime investigado, não tendo sido solicitado, naquele momento, pedido de internação provisória. Eventuais medidas cautelares podem ser requeridas no decorrer da investigação”, detalhou o MPRJ.
O órgão público do Rio também comunicou que, durante o plantão judiciário, houve um pedido de “medida urgente” no que diz respeito ao estupro coletivo. O promotor manifestou que a análise do caso não configurava uma “apreciação” do caso e que deveria ser “submetida ao juízo natural responsável pelo processo”.
Entenda como ocorreu o crime
Em 31 de janeiro, a jovem recebeu um convite para ir à casa de um amigo, em Copacabana. Ao chegar ano prédio, o adolescente, ex-namorado da vítima, insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela.
Com a negativa, os adolescentes passaram a se despir e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica. A adolescente alegou que foi segurada pelos cabelos, agredida com um chute na região abdominal e impedida de deixar o quarto.
Também afirmou que o adolescente perguntou se a mãe dela a via sem roupa — por receio de que ela visse as marcas em diferentes regiões do corpo, além de sangramentos.
Segundo o delegado Ângelo Lajes, o caso foi uma “emboscada planejada”. A vítima teria sido atraída pelo ex-namorado, colega de escola, sob o pretexto de um encontro.
Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II. Os acusados maiores de 18 anos foram identificados pela polícia como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18; João Gabriel Xavier Bertho, 19; e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19. Os quatro estão presos.






