Em destaque após aumento de casos relacionados ao uso de canetas emagrecedoras, a pancreatite, ou inflamação no pâncreas, é um quadro delicado. O problema pode evoluir de forma leve ou avançar para quadros graves, sendo responsável até pela morte do paciente.
A pancreatite pode ser aguda, iniciando-se de uma vez, ou crônica. Nesses casos, a inflamação persiste por um grande período de tempo e se acumula, causando danos ao órgão.
Principais sintomas da inflamação no pâncreas
Os sinais da pancreatite variam conforme o tipo e a gravidade do quadro. Os sintomas mais frequentes incluem:
- Dor intensa na parte superior do abdômen, que pode se espalhar para as costas e piora ao deitar;
- Náuseas e vômitos persistentes;
- Distensão abdominal e sensação de digestão lenta;
- Febre, em alguns casos;
- Diarreia e fezes volumosas, com aspecto oleoso e odor mais forte, quando há prejuízo da digestão de gorduras;
- Perda de peso sem causa aparente e deficiência de vitaminas em quadros prolongados.
Pessoas com pancreatite podem desenvolver diabetes, já que as células responsáveis pela produção de insulina se localizam no órgão. O diagnóstico precoce é essencial para evitar que a inflamação desencadeie a doença crônica.
Sintomas como falta de ar, desidratação e confusão mental que durem entre 48h e 72h devem ser investigados com urgência, pois podem apontar comprometimento de outros órgãos do corpo ligados ao pâncreas.
Crianças e idosos são grupo de risco
Os médicos alertam que a pancreatite costuma acontecer com sintomas diferentes em crianças e idosos e, por isso, o diagnóstico pode atrasar, agravando o quadro.
“Nos idosos, a pancreatite pode se manifestar apenas como confusão mental, letargia ou instabilidade na pressão, sem a dor clássica. Nas crianças, deve-se observar a desidratação, vômitos que não param e sinais de choque, como batimentos cardíacos muito acelerados”, ensina a médica cirurgiã geral Déborah Menezes Abuchaim, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Mato Grosso do Sul.





