A posição de titular na lateral-direita da Seleção Brasileira ainda está aberta e conta com alguns postulantes. Um desses nomes é o de Arthur Augusto, revelado pelo América-MG. Atualmente titular do Bayer Leverkusen, ele já foi convocado para defender a Amarelinha e segue na expectativa de ser lembrado para a disputa da Copa do Mundo 2026.
Em entrevista ao Metrópoles, o defensor relatou que não conheceu o comandante italiano, mas ressaltou a importância dele para o futebol. Arthur sabe que terá uma dura concorrência por uma vaga no Mundial, mas aproveita a sequência no clube alemão para cavar uma vaga na lista final de Ancelotti.
“Eu me vejo preparado para a disputa na lateral da nossa Seleção. Temos jogadores muito qualificados, jogadores bem preparados para desempenhar um bom futebol. Eu vejo isso como uma oportunidade de aprendizagem, estar ali disputando com os melhores, uma vaga em uma grande Seleção como é o Brasil”, destacou.
O lateral utiliza a titularidade no Leverkusen como uma motivação e um gás a mais para voltar a vestir a camisa amarela. “Fazer bem feito, desempenhar um bom futebol e poder também garantir, quem sabe, a minha vaga na Copa do Mundo. Eu me vejo preparado para esse momento e fico muito feliz e honrado de estar sendo lembrado e estar nessa disputa com os melhores”, comentou.
Com a posição no clube, ele sonha em voltar a vestir a Amarelinha. “Sei que, fazendo bem a minha parte pela equipe, posso ser notado pela Seleção Brasileira. É ano de Copa do Mundo e representar o país na maior competição de futebol do planeta seria algo mágico”, completou.
Caminho até a Europa
Arthur passou pelas bases de Cruzeiro, Dínamo de Araxá, América-MG e Flamengo, antes de ser promovido ao profissional do Coelho. Ele ficou no clube mineiro entre 2022 e 2023 antes de ser negociado com o Bayer Leverkusen, da Alemanha, por 7 milhões de euros (cerca de R$ 38 milhões).
O montante fez do defensor a venda mais cara do América-MG. Depois de três anos, ele mantém carinho e é grato por tudo o que o time lhe proporcionou. “Aprendi e evoluí demais ali. Abriram as portas para o início da minha trajetória no futebol e jamais me esquecerei disso”, disse. Hoje, aos 22 anos e no início de sua carreira na Europa, ele deixou claro que não pensa em voltar ao Brasil.
Apesar das altas cifras, Arthur nega que tenha sentido pressão. “Meu foco é jogar futebol, por isso cuido muito do corpo e da mente para estar 100% dentro de campo”, disse.
Início com lesão no Leverkusen e a volta por cima
Logo que chegou ao clube alemão, Arthur ficou fora de combate por 8 meses por conta de uma grave lesão. Entretanto, o lateral brasileiro não desanimou e trabalhou arduamente para voltar aos gramados e ganhar o seu espaço dentro de campo. Como um bom mineiro, mesmo sabendo do peso da camisa do Bayer Leverkusen, ele seguiu tranquilo para se destacar.
“Atualmente, vivo minha melhor fase desde que vim para a Alemanha. Atuei em todos os jogos do time em 2026, dei assistências e marquei recentemente meu primeiro gol pela Bundesliga. Estou muito feliz com a confiança que o clube e a comissão técnica têm depositado em mim”, destacou.
O defensor deixou claro que quer deixar sua marca na equipe. E ele tratou de iniciar essa trajetória bem cedo, logo na primeira temporada. Apesar de ter disputado apenas cinco jogos, com duas assistências, ele esteve no histórico time de Xabi Alonso que foi campeão da Bundesliga, da Copa da Alemanha e da Supercopa da Alemanha.
Questionado sobre o momento, ele deixou claro que foi “muito especial e emocionante”. “Sem dúvidas, um dos momentos mais marcantes da minha vida. A torcida fez uma festa inexplicável. Muito linda mesmo. Os torcedores demonstraram muito carinho e gratidão em todos os lugares. Aquela temporada em si foi mágica para todo o grupo, com títulos, vitórias e boas campanhas. Para mim também serviu como uma fase de aprendizado, de evolução e de adaptação ao clube”.
Titular do clube, ele teve a oportunidade de disputar a Champions League. Até o momento, ele tem sete partidas e soma 379 minutos, de acordo com estatísticas do portal OGol.
“É algo espetacular. A primeira vez que entrei em campo e escutei o hino da Champions League tive uma sensação indescritível. Arrepia. Foi bastante emocionante. Jogar contra atletas que eu via apenas no videogame é muito bacana. É algo indescritível e, ao mesmo tempo, gratificante, porque é um fruto do trabalho que faço desde as categorias de base. Espero atuar aqui, no mais alto nível do futebol mundial, por muitos e muitos anos”, contou.
Negociado aos 20 anos
Arthur Augusto faz parte de uma lista de jovens jogadores que deixaram o Brasil ainda jovens e rumaram para o futebol europeu. Para o lateral, essa é uma decisão difícil de ser tomada, mas que faz parte da realidade do futebol, já que muitos clubes monitoram atletas desde muito cedo. “Quando surge uma oportunidade concreta, é difícil ignorar”, disse.
O defensor explicou que o projeto esportivo pesou para que ele fosse para a Alemanha. “Eu, minha família e meus empresários entendemos que seria um desafio grande, de adaptação cultural e dentro de campo, mas também uma oportunidade de acelerar o meu desenvolvimento e competir em alto nível. Para mim, foi um passo importante de amadurecimento, tanto como atleta quanto como pessoa. E a decisão não poderia ter sido melhor. Estou muito feliz aqui”, encerrou.






