A Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Direção e da Coordenação Acadêmica do Câmpus de Palmas, realizou atendimento presencial em Tocantínia para orientar indígenas Xerentes durante a matrícula do PS Exato 2026/1. A iniciativa marcou um avanço nas ações de acesso e permanência estudantil, contando com a participação de gestores, servidores e estudantes indígenas.
As ações foram realizadas com suporte da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), na sede da instituição em Tocantínia. O assistente em Administração da Prograd, Alexandre de Araújo, destacou que a presença da equipe no território possibilita identificar, de forma mais precisa, as dificuldades enfrentadas pelos candidatos e propor melhorias no processo de ingresso. Segundo ele, a atuação em campo contribui diretamente para o aperfeiçoamento do acesso aos cursos superiores e para o fortalecimento das políticas de Permanência Estudantil desenvolvidas pela Pró-Reitoria de Graduação.
O diretor do Câmpus de Palmas, professor Moisés de Souza Arantes Neto, ressaltou o compromisso institucional com a inclusão. Ele enfatizou que a ida da equipe a Tocantínia demonstra a preocupação do Câmpus em garantir acesso efetivo aos serviços acadêmicos, além de evidenciar o empenho da Secretaria em levar o atendimento até o território indígena. Para o diretor, o esforço coletivo reforça o compromisso da Universidade com o acolhimento, a permanência e o respeito às especificidades das comunidades indígenas.
Presidente do DCE e estudante de Direito, Ricardo Makrawekõ de Brito Xerente foi o responsável por levar a demanda à gestão universitária. Ele explicou que a proposta surgiu a partir das dificuldades enfrentadas por estudantes indígenas no momento da matrícula, especialmente no preenchimento de documentos e no uso de sistemas digitais. Ricardo destacou que “tudo pela primeira vez é difícil” e que a ação foi pensada não apenas para a etnia Xerente, mas para toda a comunidade indígena da Universidade. Segundo ele, o apoio institucional fortalece a presença indígena na UFT e pode incentivar mais estudantes a ingressarem no ensino superior.
O servidor Gílio Giacomozzy Barros Rodrigues, que à época representava a Coordenação Acadêmica (Cordac), relatou que a iniciativa foi discutida em reunião com a Prograd e a Direção do Câmpus, buscando oferecer o melhor suporte aos candidatos indígenas em Tocantínia. Ele destacou a importância da mobilização de voluntários indígenas para dar continuidade ao apoio nos processos seletivos seguintes, fortalecendo a rede de colaboração entre gestão e estudantes.
Também foi destacado por Gílio Giacomozzy a atuação voluntária do estudante indígena Maloiri Vele Xerente, do curso de Jornalismo, que contribuiu diretamente no suporte aos candidatos. A participação dele, que também é uma liderança indígena, foi apontada como fundamental para aproximar ainda mais a Universidade da comunidade.
O servidor da Secretaria Acadêmica, Paulo Maria Martins, avaliou a iniciativa como uma experiência desafiadora e ao mesmo tempo gratificante. Segundo ele, além de esclarecer dúvidas sobre o edital e o processo de matrícula, a equipe auxiliou na criação de conta Gov.br, organização de documentos em PDF e utilização do sistema acadêmico e de ferramentas digitais. “Foi uma oportunidade de ensinar, mas também de aprender. Buscamos orientar, sempre respeitando a identidade de cada candidato e o contexto cultural em que estão inseridos”, afirmou.
Já o professor Anderson Barbosa Baptista, coordenador da Cordac, destacou que a ação foi estruturada com foco na permanência estudantil e em resposta a uma demanda apresentada pela comunidade indígena. “O pertencimento real acontece quando o estudante se vê refletido na universidade. Por isso, priorizamos o respeito às suas origens e o apoio constante, garantindo que cada aluno se sinta acolhido e fortalecido em sua trajetória”, afirmou. Ele ressaltou ainda o esforço da Secretaria Acadêmica do Câmpus de Palmas e que experiências como essa fortalecem o trabalho da equipe e contribuem para o aperfeiçoamento contínuo dos processos acadêmicos.






