Ana Hickmann afirmou temer pela própria segurança após o ex-marido, Alexandre Correa, publicar nas redes sociais fotos e comentários sobre a mansão da apresentadora em Itu (SP), que foi autorizada a ir a leilão judicial.
Em uma das publicações, o empresário questionou a movimentação no imóvel: “Está fazendo o que na porta da minha casa se ela está programada para leilão? Não me digam que estão subtraindo mais objetos?”, escreveu sobre a imagem de um veículo estacionado no imóvel. A propriedade integra um processo movido contra a empresa da artista, a Hickmann Serviços Ltda.
Procurada, a assessoria de Ana Hickmann informou que ela está na “posse legítima do imóvel por decisão judicial” e que as únicas pessoas que frequentam a residência em sua ausência são funcionários e prestadores de serviço responsáveis pela manutenção. “Os veículos mencionados pertencem a esses profissionais”, diz a nota enviada ao Metrópoles.
A equipe da apresentadora acrescentou que a divulgação das imagens e as acusações feitas por Alexandre serão apuradas, com adoção das medidas cíveis e criminais cabíveis, inclusive em relação ao compartilhamento não autorizado de registros do imóvel.
Ana Hickmann também manifestou preocupação diante das alegações de monitoramento constante. “Mesmo com a medida protetiva, não me sinto segura em saber que há pessoas observando minha casa e repassando informações para o meu agressor. Isso me assusta e me causa muito medo, não só por mim, mas também pelas pessoas que trabalham comigo e estão sendo expostas”, declarou.
O Metrópoles entrou em contato com Alexandre Correa, mas não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Pedido de ajuda
Na terça-feira (10/2), Alexandre Correa publicou um vídeo afirmando que estaria recebendo informações de moradores do condomínio onde a mansão está localizada.
“Todo dia tem carro novo dentro da garagem daquela casa. É um absurdo”, disse. O empresário também criticou a administração do condomínio: “Estou ligando insistentemente para o condomínio, que finge que eu não existo. Mas já precisaram muito de mim e já usaram muito minha imagem em votação de síndico, quando o condomínio precisava de alguma coisa”, alegou.
Na gravação, ele ainda pediu intervenção da Justiça: “Impeça que as pessoas entrem no condomínio e nessa casa até o leilão ser realizado. E, se Deus permitir, ter um comprador para que eu possa pagar meus credores”.
Sobre o leilão
No fim de janeiro, a Justiça de São Paulo autorizou a venda da mansão de Ana Hickmann em leilão judicial eletrônico. A medida faz parte de um processo movido contra a empresa da artista, a Hickmann Serviços Ltda.
Na decisão, à qual o Metrópoles teve acesso, a 44ª Vara Cível do Foro Central nomeou um leiloeiro oficial e determinou que o leilão seja realizado pela internet.
O imóvel será colocado à venda por R$ 35 milhões, no estado em que se encontra, sem garantia. O comprador deverá pagar o valor à vista, em até 24 horas após a arrematação, além de uma comissão de 5% destinada ao leiloeiro.
O montante arrecadado será utilizado para quitar a dívida reconhecida judicialmente. Caso o valor obtido no leilão seja superior ao débito, a diferença deverá ser devolvida aos responsáveis pelo bem.
A decisão integra um processo de cobrança movido por Danielle Murayama Fujisaki, que cobra uma dívida de R$ 750 mil não quitada.






