Por meio do DNA extraído dos dentes, a Polícia Científica de Goiás (PCI-GO) confirmou, nesta terça-feira (3/2), que o corpo encontrado em uma área de mata de Caldas Novas (GO) é de Daiane Alves Souza. A corretora, de 43 anos, estava desaparecida há mais de 40 dias, e o corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição, com uma bala alojada na cabeça.
O corpo foi liberado para a família, que está organizando a documentação para a liberação do corpo no Instituto Médico Legal Aristoclides Teixeiras (IML), em Goiânia.
O velório e sepultamento vão ocorrer em Uberlândia (MG), onde haverá uma homenagem organizada por familiares e amigos.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou o crime e levou a polícia, na quarta-feira (28/1), até o local onde deixou o corpo de Daiane.
Em depoimento, ele afirmou que matou a corretora após uma discussão no subsolo do prédio. Cléber segue preso e é investigado por homicídio e ocultação de cadáver.
Histórico de conflitos entre corretora e síndico
Daiane atuava como corretora de imóveis e administrava seis apartamentos da família no condomínio onde residia havia cerca de dois anos. Desde 2024, ela e o síndico acumulavam conflitos e denúncias.
Ao longo desse período, a corretora moveu 12 processos judiciais contra Cleber. O síndico também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição.
Entre fevereiro e outubro de 2025, novos episódios de desentendimento foram registrados. Segundo as investigações, nesse intervalo, ocorreram interrupções frequentes de serviços essenciais no apartamento da corretora, como água, energia elétrica, gás e internet.
Em um dos casos, Daiane teria ido ao escritório administrativo do prédio para questionar a situação, o que gerou confronto.
O dia do desaparecimento
O desaparecimento ocorreu em 17 de dezembro, quando Daiane desceu ao subsolo do prédio para verificar a causa da queda de energia em seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria e conversando com o recepcionista.
Em seguida, ela voltou ao elevador e desceu para o subsolo. Não há registros de imagens dela deixando o prédio ou retornando ao imóvel.
Antes de desaparecer, Daiane gravou um vídeo e enviou a uma amiga, mostrando o apartamento sem energia elétrica e o trajeto até o elevador.
A família relatou que a porta do imóvel havia sido deixada aberta, o que indicaria que ela pretendia voltar rapidamente. No entanto, quando os parentes chegaram ao local no dia seguinte, a porta estava trancada.






