O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (2/2), que o Brasil apoia a candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para ocupar o cargo de Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o petista, após oito décadas, é “hora” de a organização “finalmente ser comandada por uma mulher”.
O atual ocupante do cargo, António Guterres, encerra seu segundo mandato à frente da ONU no final deste ano.
O nome de Bachelet foi apresentado nesta segunda pelos governos do Brasil, Chile e México como candidata para assumir a ONU. O oficialização foi feita pelo presidente chileno Gabriel Boric — que deixará o cargo em março, com a posse do novo mandatário eleito, José Antonio Kast.
De acordo com Lula, a trajetória de Bachelet é “marcada pelo pioneirismo”: “Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país”, pontuou.
O titular do Planalto também relembrou a trajetória de Bachelet na organização.
“No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”, disse Lula.
Segundo o presidente, a experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo credenciam a ex-presidente do Chile para conduzir a ONU levando em consideração o “contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos.
Eleita presidente do Chile por duas vezes — em 2006 e em 2014 —, Michelle Bachelet também foi a primeira subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres (entre 2010 a 2013), e ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2018 e 2022.
Para Boric, Bachelet “personifica fielmente os valores da ONU” e sua candidatura expressa uma “esperança compartilhada” de que a América Latina e o Caribe “façam ouvir suas vozes na construção de soluções coletivas para os enormes desafios do nosso tempo”. O mandatário chileno descreveu a candidata como “um motivo de orgulho” para o país.






