A plataforma de inteligência artificial Jarilo, desenvolvida pela fabricante de fertilizantes Cibra para o setor agropecuário, ganhou uma nova funcionalidade que a aproximou do “modus operandi” de outras ferramentas de IA, como ChatGPT.
Lançada no fim de 2024 e hoje com mais de 25 mil usuários – produtores, pecuaristas, técnicos e agrônomos -, o Jarilo agora permite aos usuários criar espaços de troca de informações exclusivamente com a inteligência artificial, sem envolver os demais usuários da plataforma.
Até então, produtores e técnicos inseriam suas dúvidas em um ambiente acessado por outros membros do sistema, que podiam contribuir com respostas, se quisessem, juntamente com a IA. Em determinadas ocasiões, contudo, o chat aberto inibia o compartilhamento de dados, limitando os resultados obtidos.
“Para ter conversas mais profundas, muitas vezes o usuário precisava trazer uma informação ou fazer uma pergunta mais sensível. Nós entendemos que essa comunicação mais sensível não poderia ser feita em uma rede social”, disse em entrevista Rafael Descio, gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Cibra.
Segundo Descio, a plataforma também é usada como rede social e muitos usuários gostam de compartilhar o que estão fazendo no campo. Mas essa característica, por vezes, também inibia produtores a compartilharem dados próprios quando buscavam respostas para dúvidas técnicas.
“Essa necessidade trouxe essa evolução, pela qual ele vai poder criar linhas de conversa com a IA e utilizar várias ferramentas que o auxiliarão na tomada de decisão. É muito próximo do que o ChatGPT faz, mas o Jarilo é pensado no agro”, acrescentou.
Produtores costumam tirar fotos de plantas doentes e compartilhar com a plataforma, que analisa as imagens para trazer respostas, além de buscar dados sobre plantio e colheita e diversos temas relacionados, conta o executivo. O Jarilo também acessa informações dos produtos da Cibra, mas é “agnóstico” e busca dados de produtos de concorrentes que estiverem disponíveis na rede, diz ele.
O Jarilo foi inicialmente disponibilizado para computadores e notebooks e posteriormente ganhou versões para os sistemas Android e iOs, de telefones celulares. Sua base de usuários vem crescendo rapidamente. Há quase um ano, eram 3,5 mil. Hoje, são mais de 25 mil e ao redor de 2 mil novos se somam todos os meses.
“Entendemos que auxiliando o cliente e dando ferramentas para ele conseguir produzir mais e melhor, estamos auxiliando na decisão de compra do fertilizante”, afirmou Descio.






