O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (23/1), um pacote de medidas para a reforma agrária durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), em Salvador (BA).
Quem detalhou as ações foi o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. O chefe da pasta já havia adiantado, nesta semana, que o presidente divulgaria um “grande pacote de desapropriações”.
De acordo com ele, o governo federal comprou sete fazendas no estados de São Paulo, Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe; e desapropriou seis áreas em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo.
Também foram criados 12 assentamentos no Pará, Goiás, São Paulo, Sergipe e Acre. Todas as terras serão destinadas à reforma agrária.
Além disso, Teixeira divulgou um novo convênio entre o governo e a Caixa Econômica Federal para a construção de 10 mil moradias em assentamentos no país, no valor de R$ 1 bilhão.
Durante discurso, Lula afirmou que as ações ainda não são suficientes. “Eu sei que ainda falta muita coisa, e por isso vocês precisam compreender de que tudo acontece de acordo com a correlação das forças políticas existentes nesse país”, disse.
O presidente também endossou a entrada de membros do MST na política. “Não adianta a gente sonhar muito e depois, no resultado eleitoral, colocar 564 deputados como bancada ruralistas e apenas dois Sem Terra eleitos como deputado federal. Ou nós assumimos, ou eles assumem. É muito sério a gente levar a sério o que pode acontecer este ano no Brasil”, pontuou.






