A trading Aliança Agrícola do Cerrado, do grupo russo Sodrugestvo, entrou com um pedido na Justiça na segunda-feira (19/1) para suspender cobranças de credores e medidas judiciais de execução de garantias por 60 dias. Segundo a companhia, trata-se de um pedido de “fôlego” para a busca de novos financiamentos ou investimentos, ou outras opções, para manter suas operações.
A solicitação da Aliança foi apresentada ao tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), sob a alegação de que seu principal estabelecimento está em São Joaquim da Barra (SP).
Porém, o juiz Marcio Antonio Abdallah Deotti Ibrahim determinou na última quarta-feira (21) que a empresa justifique com documentos em cinco dias essa escolha, já que sua sede está em Uberlândia (MG), o que em tese deveria obrigar que o pedido fosse apresentado à Justiça de Minas Gerais.
A empresa argumentou que sofreu na última safra com o ambiente de baixa liquidez, o que atrasou fluxos de exportação. A situação se agravou porque a empresa precisava garantir o cumprimento de contratos, já que, por não ter terminais portuários, depende de contratos de take-or-pay com “custos expressivos”.
Além disso, a Aliança afirmou que as instituições financeiras passaram a exigir garantias cada vez maiores, que resultaram na retenção de recursos “substanciais”. A companhia disse que estima ter R$ 380 milhões bloqueados, seja como colateral, seja como recebíveis, o que reduziu seu caixa.
A Aliança disse que teve um prejuízo líquido de R$ 3 milhões na safra 2024/25, com uma movimentação de 2,3 milhões de toneladas.





