O mercado físico do boi gordo segue marcado por preços estáveis e negociações pontuais, com o produtor em posição favorável, informa a consultoria Agrifatto. A oferta continua controlada nas fazendas, sustentada pelas boas condições das pastagens, o que reduz a urgência de venda e limita o poder de pressão da indústria.
Nesta quarta-feira (21/1), os vendedores estiveram retraídos, reduzindo a oferta no mercado, afirma a Scot Consultoria. No entanto, o escoamento de carne ocorreu em ritmo mais lento, comportamento esperado para o período do mês, o que sustentou as cotações.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot, 27 não tiveram alterações nos preços do boi gordo. Houve quedas em Dourados (MS), Campo Grande (MS), sul da Bahia e Acre. Apenas em Marabá (PA) e norte de Tocantins foram registradas altas.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o boi gordo seguiu cotado a R$ 318 a arroba para o pagamento a prazo. As demais categorias (“boi China”, vaca e novilha) também não tiveram alterações.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as escalas de abate estão mais curtas neste início de ano, com média nacional de 7,8 dias até 20 de janeiro, a menor para janeiro desde 2021. Esse cenário reflete a oferta restrita de animais no campo e a demanda interna e externa relativamente firmes têm sustentado o preço, mesmo em um período sazonalmente mais fraco para o consumo.
As menores escalas de abate em janeiro vêm sendo observadas nos Estados do Rio Grande do Sul (quatro a cinco dias), Pará e Rondônia (próximo de seis dias). Em Goiás, a média é de 6,2 dias, seguido de São Paulo e Minas Gerais, de sete a oito dias, e na sequência, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, entre 8,5 e 9,5 dias.
Neste ano, pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotações mais elevadas.







