A segurança alimentar da população de Palmas começou a ganhar contornos de política pública transversal na atual gestão municipal. O plano é possibilitar o acesso a uma alimentação adequada com dignidade e dentro dos padrões nutricionais àqueles que precisam de alimentos e não podem adquiri-los. A constatação resulta da somatória dos números dos programas que envolvem o fornecimento de refeições na Capital, incluindo a alimentação escolar, os restaurantes comunitários e o fornecimento de cestas básicas e refeições, por meio de programas sociais. Mais de 100 mil refeições diárias.
A alimentação escolar representa 90.714 refeições diárias, somando estudantes desde a creche de zero a seis anos até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Uma logística que mobiliza um exército de merendeiras, nutricionistas, e absorve técnicos, pedagogos e diretores de escola. Apesar de parte das compras serem realizadas de forma centralizada desde 2025, a operação das cozinhas ainda é desafiadora para algumas unidades. A Secretaria Municipal da Educação aponta como fator positivo a regularidade na oferta das refeições, mas reconhece que há falta de padronização da operação na elaboração das refeições.
Nas escolas de tempo integral são servidas quatro refeições por dia e há cardápios especiais para alunos com restrições alimentares. A secretária da Educação, Anice Moura, destaca que os alimentos adquiridos são de excelente qualidade, e todo o processo segue as normas do Plano Nacional de Alimentação Escolar. “Vamos aprimorar ainda mais a nossa alimentação escolar porque este é um fator importante na aprendizagem do aluno e sabemos que, em muitos casos, essas refeições servidas nas escolas são as mais importantes do dia para muitos”. A um custo estimado médio de R$ 5,00 por refeição, o total investido em alimentação escolar em Palmas se aproxima de R$ 9,9 milhões por mês.
Ação Social
Com a reabertura dos restaurantes comunitários das regiões norte e sul da cidade, que ficaram fechados por mais de dois anos, a atual gestão fortaleceu as políticas voltadas para o combate à fome e à insegurança alimentar em Palmas.
Entre junho e dezembro de 2025, foram investidos R$ 2.398.476,38 nas duas unidades, período em que foram servidas mais de 300 mil refeições, sendo 13.992, para pessoas em situação de rua, de forma gratuita.
Ainda no âmbito da política de segurança alimentar voltada a pessoas que estão em situação de rua, há também a entrega diária de marmitas, realizada pela equipe de abordagem social. No ano passado foram entregues 17.478 marmitas com investimento da gestão municipal de R$ 352.638,00.
O acesso aos restaurantes comunitários é aberto a toda a população. Em cada refeição, o cidadão paga R$ 3,00, enquanto a Prefeitura de Palmas subsidia R$ 8,89 com recursos do Tesouro Municipal. Atualmente, são cerca de 240 pessoas em situação de rua cadastradas nos restaurantes.
A Secretaria Municipal de Ação Social e da Mulher (Semasmu) distribuiu, somente em 2025, 4.500 cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social, cadastradas no CADÚnico.
“Quando priorizamos a segurança alimentar e nutricional, estamos priorizando a dignidade humana. Uma determinação do prefeito Eduardo Siqueira Campos que quer aprimorar cada vez mais esses serviços para alcançar todos os palmenses que estão nesta condição”, destaca a primeira-dama e secretária municipal de Ação Social e da Mulher, Polyanna Siqueira Campos.






