As buscas pelas crianças desaparecidas no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, entram, neste sábado (17/1), no 14º dia. Atualmente, a estratégia utilizada para localizar o paradeiro de Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, foi redirecionada para buscas subaquáticas.
Imagens cedidas ao Metrópoles mostram o local das buscas para localizar as crianças.
A equipe de resgate mobiliza uma grande força-tarefa formada por agentes das policias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, militares do Exército e mais de mil voluntários da região.
Com base nos relatos de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças e que também desapareceu, mas foi localizado três dias depois, os policiais encontraram uma “casa caída”, lugar onde as crianças passaram ao menos uma noite.
Na quinta-feira (15/1), as autoridades maranhenses confirmaram que as crianças passaram pelo menos uma noite em uma cabana improvisada na mata.
As equipes de busca estenderam a procura pelas crianças aos meios fluvial e aéreo, uma vez que as buscas terrestres se esgotaram na região após não acharem mais indícios de onde as crianças estiveram.
Apesar da procura minuciosa na área, nenhum outro vestígio que levasse ao paradeiro de Isabelle e Michael foi encontrado.
Estratégia redirecionada
Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, as equipes de resgate devem realizar buscas subaquáticas.
“As buscas continuam pelo rio, inclusive fazendo percursos subaquáticos com os nossos profissionais do Corpo de Bombeiros. Volto a afirmar: o sistema de segurança pública somente vai sair deste local quando acharmos as duas crianças que faltam; enquanto isso, não sairemos daqui”, disse Martins.
Com o esgotamento das buscas terrestres na região da “casa caída”, a estratégia usada na operação foi redirecionada. As equipes passaram a intensificar varreduras em rios, áreas alagadas e no Lago Limpo, nas proximidades de onde as crianças desapareceram.
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão atuam no local, enquanto embarcações fazem patrulhamento fluvial.
O governo local oferece uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levem ao paradeiro das duas crianças que ainda estão desaparecidas. As autoridades também orientam que quem tiver informações que possam ajudar a encontrar os desaparecidos entre em contato pelo telefone 181.






