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63% dos idosos brasileiros já sofreram quedas, mais que no resto do mundo

Estudo revela ainda que 90% vivem com medo de cair, o que expõem vulnerabilidade dos idosos no Brasil

CNN por CNN
15/09/2025
em Saúde
Tempo de leitura: 5 minutos
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A prevalência do medo de cair também chamou atenção dos pesquisadores: nove em cada dez idosos atendidos na UBS paulistana relataram viver com esse receio • Freepik

A prevalência do medo de cair também chamou atenção dos pesquisadores: nove em cada dez idosos atendidos na UBS paulistana relataram viver com esse receio • Freepik

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Quedas frequentes e o medo constante de cair têm comprometido seriamente a qualidade de vida de pessoas idosas no Brasil. Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), esses episódios já são a principal causa de lesões graves entre a população idosa, afetando diretamente a mobilidade, a saúde mental e a independência funcional. Dados nacionais mostram que um em cada quatro idosos sofre ao menos uma queda por ano, índice que sobe para 40% entre aqueles com mais de 80 anos.

Agora, um novo levantamento realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Itajubá (MG) e do Centro Universitário Ages (BA) revela uma realidade ainda mais alarmante. O estudo, conduzido com 400 idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde no bairro do Belenzinho, na zona leste da capital paulista, encontrou uma prevalência de quedas de 63%, muito acima da média global estimada de 25% a 33%. Os resultados foram publicados na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

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“O estudo que realizamos revelou números muito acima da média global: 63% dos idosos relataram já ter caído e 90% disseram sentir medo de cair. Parte dessa diferença pode ser explicada pelas condições do próprio bairro e das moradias”, afirma o professor doutor Luciano Vitorino, autor da pesquisa. “A maioria das casas era simples, com pouca ou nenhuma adaptação para segurança. Como cerca de dois terços das quedas acontecem dentro de casa, esse cenário potencializa o risco”, disse ele, que também atua em envelhecimento, saúde mental e espiritualidade em saúde.

Além das residências, o pesquisador destacou que o ambiente urbano também se mostrou desfavorável, potencializando o risco de quedas. “Somam-se a isso os desafios do espaço público na região, com calçadas irregulares, escadas sem corrimão e iluminação precária, o que agrava a insegurança para se locomover”, disse Vitorino.

A prevalência do medo de cair também chamou atenção dos pesquisadores: nove em cada dez idosos atendidos na UBS paulistana relataram viver com esse receio. “Esse medo não é apenas um reflexo emocional, mas um fator que contribui ativamente para novas quedas. O idoso se movimenta menos, perde força muscular e equilíbrio, e o risco aumenta ainda mais”, alertou o professor.

A pesquisa também mostrou que o medo de cair tem relação direta com a perda da autonomia. “Muitas vezes, uma primeira queda é um evento muito traumático. O medo, embora seja bom por um lado porque traz mais cautela, quando em excesso, imobiliza o idoso, que deixa de sair de casa e fazer atividades simples. Isso pode levar à ansiedade, depressão e até ao isolamento social”, afirma a geriatra Thais Ioshimoto, do Einstein Hospital Israelita.

Para Vitorino, o medo de cair cria um ciclo perigoso. “A pessoa evita caminhar, perde força, e com isso, o risco de cair aumenta. Sem mobilidade, há também comprometimento da saúde cardiovascular, pulmonar e metabólica. A autonomia é afetada, e o idoso passa a depender mais de familiares”, frisou.

Segundo a geriatra do Einstein, o perfil da amostra analisada ajuda a entender os altos índices. “Era uma população mais doente: 92% dos idosos participantes tinham alguma doença crônica, 90% usavam medicamentos, e 62% relataram ter uma percepção ruim da própria saúde. Além disso, 54% disseram não estar satisfeitos com a vida, o que é um indicativo importante de possíveis quadros de depressão e ansiedade, que são fatores de risco para queda”, destacou.

A médica lembra que, entre os idosos, a queda é um dos principais sinais de alerta nas consultas geriátricas. “Faz parte da consulta de rotina perguntar sobre histórico de quedas. Se um idoso relata ter caído no último ano, isso já acende uma luz vermelha. A maior preocupação é a consequência, como uma fratura de quadril, que pode exigir cirurgia e comprometer para sempre a autonomia”, afirmou.

Fatores de risco

Entre os fatores que aumentam o risco de queda, o estudo apontou a idade avançada, o sexo feminino, a percepção negativa da saúde, hospitalizações recentes e o declínio da função cognitiva. “Mulheres são mais vulneráveis porque têm maior prevalência de osteoporose e menor massa muscular após a menopausa. Além disso, muitas passam mais tempo em casa, justamente o ambiente onde acontecem a maioria das quedas”, ressaltou Vitorino.

A condição socioeconômica também pesa. “Moradias simples, sem adaptações, associadas a bairros com infraestrutura precária, formam um ambiente de alto risco. E as comorbidades, como diabetes, doenças cardiovasculares e neurológicas, também contribuem, pois afetam mobilidade e atenção, além de exigirem uso de medicamentos que podem causar tontura ou sonolência”, explicou o pesquisador.

A geriatra do Einstein reforça essa análise e destaca a relevância do perfil clínico dos participantes. “O estudo mostra que 70% dos idosos avaliados tinham doenças cardíacas e 50% apresentavam condições neurológicas. Sabemos que problemas como AVC [Acidente Vascular Cerebral] ou neuropatias comprometem diretamente a mobilidade, o que naturalmente aumenta o risco de quedas”, afirmou.

Prevenção das quedas

A boa notícia é que muitas quedas podem ser prevenidas. “Nosso objetivo não é só evitar quedas, mas garantir que as pessoas possam envelhecer com segurança e dignidade. Isso inclui preservar a capacidade de se locomover, cuidar da própria higiene, participar da vida social e manter sua independência”, disse Vitorino.

Entre as ações eficazes, os especialistas ressaltam a importância dos exercícios físicos, especialmente os de resistência, que fortalecem a musculatura. “Não basta caminhar, é preciso ganhar massa muscular. Pode ser com o peso do próprio corpo, por meio da calistenia, mas preservar e ganhar músculo é essencial”, disse Ioshimoto. Além disso, uma boa alimentação, rica em proteínas, ajuda a manter a saúde óssea e muscular.

Ambientes seguros, especialmente dentro de casa, também são essenciais para garantir a segurança dos mais velhos. Em casa, pequenas adaptações fazem diferença, entre elas, instalar barras de apoio em banheiros, eliminar tapetes soltos, melhorar a iluminação, nivelar degraus e organizar móveis para criar espaços de circulação livre.

Nas unidades básicas de saúde, as estratégias incluem avaliação periódica da visão, audição e revisão do uso de medicamentos, especialmente os psicotrópicos e cardiovasculares, que aumentam o risco de quedas. Além disso, programas de atividade física para idosos, como grupos de caminhada, alongamento ou práticas como o Tai Chi Chuan, têm mostrado bons resultados.

“Essas ações não custam caro, mas fazem uma enorme diferença na vida dos idosos”, destacou Vitorino. Por fim, ele reforça: “Cair não é ‘normal’ na velhice. Com um ambiente mais seguro, um estilo de vida ativo e acompanhamento adequado, é possível evitar a maioria das quedas e garantir mais saúde, autonomia e qualidade de vida para nossos idosos”, concluiu o autor do estudo.

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