O Brasil registrou o segundo caso de sarampo em 2026, desta vez no Rio de Janeiro. A confirmação foi feita pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1/4), após a identificação da infecção em uma mulher de 22 anos que não tinha registro de vacinação.
A paciente, trabalha em um hotel, foi atendida no dia 21 de março em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, segundo a secretaria, passa bem. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A confirmação levou as autoridades de saúde a adotarem medidas imediatas para evitar a disseminação do vírus. Entre as ações estão a vacinação de pessoas próximas, tanto na residência quanto no ambiente de trabalho, além da busca ativa por possíveis novos casos na região.
Segundo a secretaria, a investigação inclui o rastreamento de contatos como vizinhos, colegas de trabalho e pessoas que estiveram na unidade de saúde no mesmo dia do atendimento.
“O Estado seguirá apoiando o município para rastrear eventuais quadros semelhantes e verificar o esquema vacinal dos contatos”, afirmou Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário estadual de Vigilância e Atenção Primária à Saúde.
De acordo com a SES-RJ, até o momento não há registro de outros casos suspeitos relacionados a esse episódio.
Primeiro caso foi em São Paulo
Antes do registro no Rio de Janeiro, o primeiro caso de sarampo no Brasil em 2026 havia sido confirmado em São Paulo. O paciente era um bebê de seis meses, morador da Zona Norte da capital, com histórico de viagem para La Paz, na Bolívia, país que enfrenta surto da doença.
Na ocasião, também foi realizado bloqueio vacinal na região, com a aplicação de mais de 600 doses entre janeiro e fevereiro.
Importância da vacinação
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias, e pode levar a complicações graves, principalmente em crianças pequenas e pessoas não imunizadas.
A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A ausência de imunização aumenta significativamente o risco de infecção e de transmissão.
Autoridades de saúde reforçam que a notificação rápida de casos suspeitos é essencial para conter a circulação do vírus e permitir a adoção de medidas como o bloqueio vacinal.
“É fundamental que as unidades de saúde sigam rigorosamente as diretrizes da vigilância epidemiológica durante a avaliação clínica dos casos suspeitos, notificando-os oportunamente, para que as ações sejam implementadas”, destacou Mário Sérgio.
A orientação também vale para a população, que deve manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar atendimento ao apresentar sintomas como febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas pelo corpo.
O esquema vacinal prevê duas doses da vacina tríplice viral, com aplicação a partir dos 12 meses de idade, além de reforços conforme a faixa etária e o grupo de risco.







